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O Andarilho: entrevista com Raí Freitas | POLIFONIA LAB

Fale um pouco sobre como se deu o processo de composição do EP

O processo de composição não se deu para o EP. Foi todo anterior a ideia de realizá-lo. Algumas músicas são de 2010, como o caso da canção que dá nome ao EP. Os arranjos foram construídos coletivamente, música por música dependendo de cada participação, mas quem trabalhou mais fortemente na construção dos arranjos fomos eu, Hugo Freitas, Jeffei, a rapaziada do espaço criativo Casa e Ciron Silva, que fez um arranjo de metais e outro de cordas.

 

Qual foi seu maior desafio durante o processo de gravação/produção?

O maior desafio no processo de gravação foi a distância. Estou morando em Juiz de Fora, Hugo no Rio e era difícil conciliar os horários, mas no fim deu tudo certo.

Filho de Andiana Freitas, sobrinho de Tadeu Freitas (Quinteto Vera Cruz) e Carlos Henrique Machado Freitas (Vale dos Tambores). Você teve a oportunidade de crescer acompanhando ensaios do Língua de Preto e do Quinteto Vera Cruz, dois expoentes do choro em Volta Redonda. Foi essa vivência que te levou a fazer música?

É inegável que essa vivência tão natural pra mim deixou suas marcas. Hoje quando lembro que ia dormir ao som do ensaio do Quinteto vejo de forma completamente diferente como via na época. Era tão normal que eu não tinha ideia da força daquilo ali e das possíveis marcas que aquela vivência poderia (e pode) deixar. Até hoje babo nos ensaios do Quinteto! Agora.. Não sei te dizer se foi essa vivência especificamente que me levou a fazer música. Acho que todo o ambiente musical fez diferença sim, mas não sei se é fator determinante, não sei dizer o que é o elemento que me fez fazer música. É um mistério aí meio doido.

Andiana Freitas: Um processo criativo se inicia no nascimento, tenho fé. Se bem que… toquei com o Língua de Preto quando estava grávida e costumava bater levemente na barriga. Assim eu pude acompanhar esse processo dele. As primeiras emissões de voz, e, pasme: aos dois anos e meio ele resolveu alterar o final de uma cantiga de roda – está registrado em áudio. Foi, certamente, a primeira manifestação do compositor! Inesquecível. Daí o meio musical inusitado, fértil até as primeiras composições e a decisão bonita, muito impulsionada pelo Jeffei, de gravar o EP. Foram meses e meses convivendo com esse processo, com a rapaziada ímpar da ‘Casa’, o auxílio luxuoso se todos os músicos, mas, muito emocionante a participação de Zeildo e Ciron, que sempre estiveram conosco, desde a gravidez. O que poderíamos esperar de um trabalho nascido em um ambiente de inúmeras tendências musicais, senão essa diversidade de gêneros? É lindo ver e perceber o amadurecimento musical dele! Que o trabalho nunca cesse!

O que você tem ouvido ultimamente? Indique dois discos.

Eu tô numa vibe de voltar ao passado que tá muito interessante. Tenho ouvido coisas que eu gostava quando tinha meus 12, 13 anos: Charlie Brown, Limp Bizkit, O Rappa. E também coisas mais recentes que me influenciaram também: Dead Fish, Natiruts. Acho muito interessante esse processo de ouvir algo que eu ouvia há tempos. É como se eu ressignificasse tudo aquilo. É interessante. No entanto, vou indicar vários (só dois é difícil) discos mais recentes (pra mim). Descobertas que tenho ouvido muito.

Primeiro: CD do Igor de Carvalho direto de Recife denominado “A Tv, a lâmpada e o Opaxorô”. Segundo: Rodrigo Maranhão – “Bordado”. Se não for demais deixo esses 5 que me vem a cabeça como excelentes trabalhos:

Lews Barbosa – A evolução foi criada para a criação evoluir
Castello Branco – Serviço
Devandra Banhart – Mala
Paulo César Pinheiro – O Lamento do Samba
Síntese – Sem Cortesia

Confira o teaser do EP “O Andarilho” com data de lançamento para 08 de outubro!

Confira o EP

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