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Conheça o trabalho do músico Rogério Valente, finalista no Samsung E-Festival Instrumental | POLIFONIA LAB

Selecionado entre os 10 finalistas do Samsung E-Festival Instrumental, Rogério Valente destaca-se ao lado de grupos como Tércio Guimarães Quinteto, BR-Trio e Grupo Patuscada.

“O reconhecimento é parte importante na conclusão de um trabalho ou uma obra artística. Ter composto uma música que transmite tantas emoções positivas para tantas pessoas, é a verdadeira sensação de um dever cumprido. Fiquei muito feliz e orgulhoso quando soube que estava entre os 10 finalistas do Samsung E-Festival instrumental. Obrigado aos organizadores do festival e a Samsung por promoverem este movimento artístico tão importante para a música instrumental Brasileira.” (Rogério Valente)

Violão de 2 braços projetado pelo artista.

Violão de 2 braços projetado pelo artista.

Nascido em Volta Redonda (RJ), Rogério Valente foi autodidata até os 19 anos. Músico formado pela Musiarte e pelo Conservatório Brasileiro de Música do RJ, traz na bagagem cursos com grandes nomes como Nelson Faria, Oren Perlin, Isidoro Kutno, Yuri Poppof, entre outros. Como instrumentista dedica-se ao aprimoramento técnico, através de uma visão própria, do violão de 8 cordas, violão de arco e violão de 2 braços (8 cordas e 6 cordas midi), projetados pelo músico.

Como surgiu o violão de arco e o violão de 2 braços projetados por você? Todos surgiram pela necessidade de chegar a sonoridades diferentes ou para simplificar a execução de alguma música ou peça musical. Sempre tive uma paixão pelo violoncelo e o ouvia em muitos arranjos que fazia para as minhas composições. Mas a necessidade atual de montar projetos com poucos integrantes para facilitar as apresentações em shows e festivais, me fez pensar em uma alternativa que não fosse convidar um violoncelista.

violão de arco

Violão de Arco projetado pelo músico.

O Violão de Arco (clique para ver o vídeo) é um instrumento de sete cordas onde a 5ª , 6ª e 7ª cordas são posicionadas sobre um braço abaulado e sem trastes e que permite o uso do arco sobre estas cordas me dando uma sonoridade um tanto rústica, mas que me lembra o celo. A 1ª, 2ª , 3ª e 4ª cordas repousam sobre a outra metade do braço, em formato tradicional de violão, me permitindo tocá-las como um violão quando não estiver usando o arco. O Violão de 2 Braços (clique para ver o vídeo) surgiu através da paixão pelo acústico e o elétrico. É um instrumento onde um braço é de 8 cordas, que me permite criar muitas linhas e grooves na região grave, e ainda ter harmonia juntas, gravá-las em loop e depois criar outras camadas sonoras ou improvisos melódicos utilizando o segundo braço, que é um violão de 6 cordas midi e que me dá o som da flauta, sinths, cordas e mais um monte de opções. É ótimo pra tocar com um baterista ou percussionista.

Ouvindo este cd, me deparei com um compositor, arranjador e guitarrista maduro, que sabe onde quer chegar e, como o próprio nome diz, tem a coragem necessária para fazer o que é preciso para conquistar o seu espaço. Rogério Valente sai na contramão da mesmice que se ouve por ai e lança um cd arrojado, com arranjos elaborados e executados. Parabéns pelo trabalho. (Nelson Faria é músico brasileiro e professor na Universidade de Örebro na Suécia).

A Palheta de Anel surgiu por necessidade técnica. Como a guitarra também fez parte da minha formação musical, nela eu desenvolvi o uso das técnicas de palheta para fraseados e movimentos melódicos. Mas depois me vi em um momento de necessidade de unir as duas técnicas desenvolvidas, de violonista e guitarrista. Ter uma palheta ajustada ao meu polegar, que me permitisse o uso da técnica de palheta para movimentos melódicos mais rápidos, e que me desse a liberdade de usar o polegar (mantendo assim a minha técnica e sonoridade de violonista) foi talvez o meu maior achado em minhas buscas sonoras. A ponto de mudar a minha forma de tocar violão.

Você nasceu em Volta Redonda, berço de expoentes do choro como o Língua de Preto, o Quinteto Vera Cruz, e o Vale dos Tambores (projeto de Carlos Henrique Machado Freitas). Em sua trajetória teve contato com esses grupos? Na verdade, um dos integrantes do Língua de Preto (e depois Vera Cruz), Ciron Silva, foi meu 1º professor! Mas a diferença de idade, de bairros e a falta de eventos e shows musicais em Volta Redonda no final dos anos 70 e início de 80, não permitiram um contato mais “amiúde”com estes músicos. Comecei a tocar violão na época de ouro da MPB, onde se ouvia nas rádios Milton Nascimento, Ivan Lins, Vinícius de Moraes, Toquinho, Beto Guedes e inúmeros outros. Logo em seguida veio o Rock que me influenciou até 1987 quando então me envolvi mais com o Jazz e a Bossa Nova. O meu contato com estes músicos só aconteceu mais tarde, quando eu já trabalhava como músico profissional e estava mais envolvido na pesquisa e busca da minha identidade brasileira. Hoje eu sinto que teria sido ótimo ter tido contato com eles logo no início dos meus estudos.

Ciron Silva (violão de 7 cordas)

Ciron Silva (violão de 7 cordas) com o Quinteto Vera Cruz em Volta Redonda. Foto: Jéssika Vieira

Como você analisa o atual cenário da Música Instrumental brasileira? O cenário continua sendo o de que existem muitos músicos totalmente apaixonados por música instrumental, o que permite e garante que ela continue acontecendo. E um movimento de valorização e divulgação para este estilo de música extremamente pequeno. Apesar de nos últimos anos ter aumentado o número de festivais que divulgam este estilo, ainda é muito pouco diante da enorme necessidade de expressão artística dos músicos brasileiros.


Você pode apoiar o trabalho do violonista Rogério Valente votando na música “FLUXO” através deste link: efestivalinstrumental.com.br

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