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POLIFONIA RECOMENDA 2014 | POLIFONIA LAB

A brincadeira é a seguinte: convidamos 10 artistas cadastrados no Polifonia e pedimos que recomendassem uma música do catálogo. Assim montamos nossa primeira lista de recomendações 2014. Confira as ideias e aperte o play!

Nota: Essa lista não tem a pretensão de eleger as “melhores músicas” de 2014. É apenas uma lista de recomendações construída por artistas que possuem projetos cadastrados no catálogo www.polifonia.art.br  |  Boa audição!


 

Guga

Guga (Amplexos)

1. PRA BENZER / BEATBASS HIGH TECH

Recomendo não só porque sou fã incondicional e irmão do Pablo Duca e Raphael Garcêz, mas porque estamos no final do ano, aquele momento inevitável de refletir a respeito do que foi feito durante o ano que passou, agradecer as conquistas e pedir aquela benção a Deus pro ano que começa. Essa música é bem apropriada, traz aquela vibração afro que eu me identifico demais, que mexe lá no fundo da alma e faz vibrar o corpo, faz suar… e é multi sensorial. Quando eu escuto quase que consigo sentir o cheiro das ervas e defumadores e enxergar as tais luzes sonoras. Avante BBHT e 2015!


 

Pablo

Pablo (Beatbass High Tech)

2. LIBERDADE / SPEED GONZALES (DEMO TAPE 1994)

A cerca de duas décadas, fervilhava aqui em Volta Redonda um movimento juvenil e cheio de gás em ruas, avenidas aonde o skate e a música eram o abre alas do bando que era assíduo freqüentador do Memorial Zumbi, na Vila Sta Cecília. O Brasil tinha sido tetra, Plano Real funcionando, Raimundos e Planet Hemp tocando o zaralho no rock nacional. No centro da cidade operária, a vizinhança do Zumbi tinha que aturar a nossa presença com calças largas, dreadlocks, skate e tênis com silvertape nos finais de semana. Na periferia da cidade operária, a vizinhança tinha que aturar os ensaios de quatro camaradas que tinham como Slayer, Daniela Mercury, Sex Pistols, Public Enemy e Os Trapalhões como referência artística para o processo criativo das canções. Me lembro de ouvir a primeira demo da banda, gravada num estúdio em Barra do Piraí numa tarde de session na Vila. Tinha um walkman na roda de amigos e o macetinho da caneta Bic pra voltar a fitinha foi usado antes de dar o play. “Liberdade” é uma canção que me marcou muito porque era, naquele momento, complemente NÃO CONVENCIONAL, afinal, toques de música bahiana saindo da batera, aquele swing das cordas e a voz do Rabu (que até hoje eu nunca vi ninguém fazer igual) soaram com um peso enorme nos primeiros segundos. Foi como se eu tivesse o Bad Brains no carnaval de Salvador, em cima do trio elétrico com o mosh tomando o lugar da pipoca.

Foi estranho, bateu uma parada muito diferente e ao mesmo tempo, me vi ali, me senti próximo, acolhido, com uma sensação de pertencer aquela obra, talvez a frase “Use a imaginação, não se prenda a nada não!” fosse um despertar pra mim… Ouvindo “Liberdade” e o restante da demo do Speedy Gonzales, tive gás pra continuar na session naquela tarde e de forma inconsciente, assumir as baquetas da Wendy Ellyzabeth meses depois. Coincidência ou não, eu também tive o privilégio de acompanhar o SG em alguns shows memoráveis, inclusive na última apresentação da banda em Madureira, RJ.


 

Ciro

Ciro (Imóvel)

3. LA MINESTRA / NICOLAI LAMIN
Nicolai Lamin é pra quem gosta de refletir seus relacionamentos, de sentir coisas profundas, de se perceber, música sentimental, que de forma singela mostra o norte ao que se perde, um prato cheio para se livrar de suas dores, chorar suas mágoas e visar dias de sol.


 

Nem

Nem Elias (Navegantes)

4. AMIGO BRANCO / THIAGO ELNIÑO

Thiago Elniño acertou mais uma quando em 2013 lançou a música “Amigo Branco”. Abordando não só esse racismo e preconceito como problemas sociais, também nos leva a refletir sobre nosso modo de vida e como tratamos nossos semelhantes. São 2:53 minutos de papo reto e olho no olho, essa música nos encoraja a soltar a voz pra gritarmos juntos contra a ignorância e o desrespeito tão frequente e que se torna comum dia após dia. Isso está errado e o protesto foi musicado pra você cantar junto, “imagine um mundo com todos iguais”. PAZ!


 

frankao

Frankão (ECFA)

5. MACUCO / CARLOS HENRIQUE M. FREITAS

Recomendo “Macuco“, do Carlos Henrique Machado Freitas, que na minha opinião é um dos artistas mais expressivos da nossa região. Seu trabalho traz um choro politizado, fruto de pesquisa com mensagens baseadas em fatos históricos.


 

Vitor

Vitor (Quarto do L)

6. PALAVRAS / RAÍ FREITAS

Indico “Palavras” do EP Andarilho de Raí Freitas. A canção me desperta sentimentos similares aos que sentia quando viajava com meus pais ainda criança. Segue uma linha de produção muito característica do estúdio CASA, como no Vibração de Pedro, que muito me agrada, tanto esteticamente quanto à identidade musical. Longa vida ao Raí Freitas!


 

Walace

Walace Salles (MD)

7. CARANGUEJOU (FT. DJ PHAT / RAMIRO MART
É uma música bem viva, o instrumental dela e o flow dele dão um gás enorme na vibe da música, dá vontade de dançar (rsrs). A letra é muito bem escrita – aliás, o Ramiro escreve muito bem suas músicas -, ele é bem claro no que fala e, não só nessa música mas em todas, ele faz com que a mensagem que quer passar seja mais importante do que as gírias que existem hoje em dia no rap. A música possui um estilo bem particular, a gente percebe que ele tem bastante influência, mas que sabe deixar isso somente como influência e não tenta fazer nada igual ao que o influencia, consegue ser bem original, bem no estilo dele. É um trabalho bem profissional e essa música retrata isso com clareza.


rai

Raí Freitas

8. O HOMEM / AMPLEXOS

Além da onda de suingue e da característica peculiar dos arranjos e das misturas de dub, afrobeat e reggae que os irmãos Polito, Guga, Tolen, Martché, Mestre André e Leandro nos oferecem, indico “O Homem” pelo que a letra carrega junto com esses elementos. Confusos e ausentes. É como vagamos por quase todo o tempo, apesar de uma aparente direção. A direção que nos é dada, pronta, enfiada goela abaixo, vem de fora pra dentro quase sempre, e só reproduz a confusão e a ausência, afinal de contas essa ideia não é nossa própria direção. O homem que cria a ideia de sucesso baseada no sucesso capital e no acumulo de matéria é a vítima da sua própria criação. A matéria é finita e tudo o que é finito não compactua com a ideia de acumulação, pois se tem muito em algum lugar, tem pouco em outro. E se a tendência é acumular, a disparidade só tende a aumentar. Se tem uma coisa que coaduna com abundância é presença. Como se conquista a presença? Não sabemos ao certo e certamente não é através de receitas prontas, essas são as prediletas dos que criam as mesmas ideias prontas acima. Provavelmente um primeiro passo é observar integralmente tudo o que acontece com distanciamento, inclusive seu próprio funcionamento mental. Observando o todo sem julgar, sem vigiar, sem punir, percebendo. O resultado bem provável é a sua verdade, que ilumina sua própria direção, aqui sim, de dentro pra fora e não de fora pra dentro. Compreender a atual condição do Homem leva automaticamente a ação correta em relação à mudança. Compreender a atual condição do homem vai ser difícil sem observar dentro. Afinal, é de dentro que vêm os conflitos do homem. E a guerra provocada pela ideia de sucesso é contra si também. É muito difícil falar sobre o que não se experimenta rotineiramente, mas é inevitável questionarmo-nos sobre essas questões a não ser que estejamos satisfeitos com a atual situação do todo. Indico “O Homem” da banda Amplexos, incluído no disco “A música da alma” – o qual eu também indico. É uma dose de problema, perguntas e questionamentos que podemos nos fazer acerca de toda essa busca por felicidade que sempre permeou a todos nós. Preocupemo-nos menos em fugir do problema para alcançar logo o fim e mais com a compreensão do problema e suas causas agora, no prático, em nossos mundos reais. Tendo compreendido de fato a situação do homem; a ação é inevitável. Só no presente há possibilidade de compreender e amar. Medo não faz parte do caminho de evolução.


 

Caju

Caju (Malu)

9. QUERO VER BITUS DE NOVO / FIGURÓTICO

Há poucos dias assisti a um vídeo falando sobre o disco que essa música foi lançada, a história por trás de cada som me deixou muito interessado. Resolvi assistir um show da banda e achei um absurdo! O som em si, é muito bem feito, conta uma história que já é antiga se expressando muito bem. Outro fator foi a afinidade musical, se encaixa perfeitamente no estilo que eu mais gosto de ouvir, fora a qualidade musical que é incontestável. Recomendo!


 

Pedro

Pedro Dalboni (Puckman)

10. BLUES NOVO / RAPT

A banda já acabou, mas a música ficou. “Blues Novo” consegue fazer um blues legitimamente brasileiro e que leva à mesas de bar e corações partidos – literalmente.


 

O Polifonia parabeniza os músicos e bandas que ativamente movimentaram a cena cultural fluminense no ano de 2014! Parabeniza também todas as pessoas que compartilharam músicas de bandas autorais durante o ano, vocês fazem um papel fundamental ajudando nessa distribuição! Em fevereiro estaremos representando o Polifonia no Porto Musical 2015!

Confira também a Coletânea Polifonia Vol. 1

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